terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O adeus ás "Damas de Olhos de Veludo" do Pico





Com o Decreto Legislativo Regional n.º 15/2007/A, de 25 de Junho, foi consagrada a anunciada reforma do regime jurídico de classificação, gestão e administração da Rede Regional de Áreas Protegidas da Região Autónoma dos Açores.
Estabelecido o novo regime jurídico da Rede Regional de Áreas Protegidas da Região Autónoma dos Açores, prepara-se a criação do Parque Natural de Ilha do Pico, o qual integra todas as categorias de áreas protegidas da Ilha do Pico.
A criação do Parque Natural vem criar um sem número de condicionantes e proibições, tais como:
- O exercício da actividade cinegética;
- A introdução de plantas e animais exóticos;
- A realização de quaisquer movimentos de terras ou alterações ao relevo e ao coberto vegetal;
- A prática de campismo fora dos locais para esse fim expressamente indicados;
- O depósito ou abandono de qualquer tipo de resíduos fora dos locais autorizados;
- A realização de quaisquer actividades que perturbem o equilíbrio natural.
Estão no entanto sujeitas a «parecer prévio» um sem número de actividades que, desconfiamos, se vão escudar em subterfúgios de diversa ordem para, na prática, anular quase todas estas medidas. Curiosamente, a actividade cinegética, não está na lista dessas actividades. Parece que, uma vez mais, vão ser os caçadores os únicos a sofrer «em nome da conservação» e, como é hábito, os únicos a cumprir a lei.
Com efeito, para quem já caçou às galinholas e narcejas no Pico (uma experiência indizível!), locais como a Lagoa do Capitão, a Montanha do Pico, os Mistérios, o Caveiro, ou a Lagoa do Caiado vão passar a figurar apenas na lista das memórias.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

scolopax rusticola



O desejo de qualquer Caçador, é o de conseguir este belo troféu ! Ou não será ?!

Por um Mundo Perfeito.


Caça ao Rubro nos Açores !!!

Carlos Pereira, reconhecido Caçador e Ornitologo português, grande Caçador de Narcejas e Especilista desta espécie, em declaraçoes ao Jornal "Correio dos Açores" na sua edição de domingo passado, vem a publico com o intuito de trazer a verdade aos caçadores açoreanos, explicar letra por letra o porquê do seu afastamento ao fim de 1 ano, da Equipa do CIBIO, no projecto da monitorização da Cinegética nesta Ilha, de um projecto que duraria 3 anos. Não perca a noticia na integra.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Galinhola anilhada em Sao Miguel foi caçada na França !?


No decorrer do trabalho de campo a cargo do CIBIO, foram capturadas em Sao Miguel, até ao momento, 14 aves (8 adultas e 6 jovens) para marcação através de anilhagem. Destas Galinholas, uma foi recuperada (caçada) na França na epoca de 2005. Trata-se de um feito extraordinario, e que prova (!) que existe migração de invernada nos Açores também para esta espécie. De referir que a caça á Galinhola esta interdita em Sao Miguel há mais de 25 anos. Desta forma se espera que os seus efectivos tenham recuperado o suficiente para que numa próxima época já se possa reabrir a sua caça. Há entre os seus aficcionados quem subscreva desde já a sua reabertura, porquanto a especificidade da sua caça não traria grandes reduções aos seus efectivos, atendendo a necessidade de se possuir cães de grande nivel e boa preparação do caçador.


Desde já proponho que o seu periodo venatório:


é permitida a caça á Galinhola, do primeiro ao ultimo domingo de Novembro, das 09h00 as 12h00, com o limite de uma peça por dia e por caçador .


(como e bom sonhar!!!)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Carta de M Devort a P Carreiro - Narceja de Wilson

Caros Caçadores,



Nesta carta o especialista françês Dr M Devort, analisou algumas amostras de Narcejas caçadas na Ilha de São Miguel em 1999, tendo concluido pela existencia da Narceja de Wilson ( g Delicata) como migratória nesta região, vinda da América do Norte.



Desde então, temos vindo a acompanhar a sua presença durante a época de caça, verificando-se uma presença sempre das duas espécies a europeia e a americana (Gallinago gallinago e Gallinago delicata.



Ultimamente o especialista português C Pereira, tem vindo a analisar as amostras e a efectuar o seu registo que será publicado em breve neste portal.



Até lá...boas caçadas !

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O Coelho Bravo - a base da Caça nos Açores



O Coelho Bravo : felizmente a sua população recupera, embora lentamente, permitindo dar alguma esperança aos matilheiros destas Ilhas.

Volta Orelhudo, estás perdoado !

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Matei uma Perdiz Cinzenta (mentira) !

Boas Carreiro,

Parabens pela iniciativa. Esta malta so quer mesmo e dar tiros. Tb eu! Vim aqui dizer e perguntar a quem de direito o seguinte:

Este ano poderemos dar uns tirinhos nas Perdizes Cinzentas ?

Mesmo que me respondam que sim, eu não fico contente ! Sabes porquê ? Porque não as há!!!! A não ser na Cha da Macela.

Francamente tanto dinheiro e nada ! Merecemos melhor ou temos o que merecemos !?

ASS: O Caçarreta

quarta-feira, 4 de julho de 2007

A Galinhola Scolopax rusticola


A Galinhola é uma limícola da mesma família das narcejas, ave com a qual apresenta, aliás, muitas semelhanças morfológicas. Porém, tem uma envergadura que a aproxima mais da perdiz. A sua plumagem, em tons castanho-arruivado, serve-lhe de camuflgem perfeita nos locais que frequenta. Possui um bico forte e comprido, com cerca de 7cm, uma cauda curta e as suas asas são compridas e arredondadas.

Onde vive?

É uma ave típica dos bosques, podendo frequentar um grande número de habitats, desde que associados a matas densas com subbosque húmido e algumas clareiras. Entre nós frequenta preferencialmente áreas de pinhal, eucaliptais, carvalhais, montados; e estevais, giestais e urzais densos.

Onde observar a Galinhola?

De um modo geral é relativamente comum - sobretudo a norte do rio Tejo -, um pouco por todo o lado, desde que encontre habitat favorável. As serras mais arborizadas de Trás-os-Montes, os pinhais da região centro, algumas zonas de montado do Ribatejo, as serras de Grândola e Portel, e as serras do Algarve são alguns dos locais no Continente onde a espécie ocorre em maior número. Dito assim, parece fácil. Mas não é. A Galinhola, embora relativamente comum, devido aos seus hábitos é das espécies mais difíceis de observar. Com efeito, trata-se de uma ave com hábitos solitários, que durante o dia se esconde no interior das matas, saindo ao anoitecer para se alimentar. Depois, só levanta com o observador muito próximo. Dada a natureza dos locais que frequenta(matos densos, silvados, etc.) compreende-se que não seja muito fácil para quem queira encontrar esta ave.

Assim, os melhores sítios onde observar a espécie são, sem dúvida, os locais de reprodução. E temos disso no nosso país? Temos – as regiões autónomas da Madeira e dos Açores: em várias ilhas, mas sobretudo no Pico, Flores, Terceira, Faial e S. Jorge. A melhor altura e locais para o fazer: durante a época de nidificação, nas zonas de altitude, ao entardecer, quando os machos em parada nupcial, percorrem vastas áreas em voos de exibição e defesa do território.

O que come?

Alimenta-se sobretudo ao entardecer e durante a noite - tanto nos bosques como em pastagens e campos vizinhos - de minhocas, capturadas após prospecção do solo com o seu longo bico, táctil, que funciona como uma pinça. Insectos e as suas larvas, algumas sementes e matéria vegetal completam a sua dieta, que pode sofrer algumas variações, consoante a disponibilidade de alimento da região e as diferentes épocas do ano.

Quando podem ser observadas?

No Continente de Outubro a Março; na ilha da Madeira e no Arquipélago dos Açores, onde é sobretudo residente, durante todo o ano embora de Fevereiro até final de Julho, época em que os machos estão mais activos e se exibem, seja a melhor época para a sua observação.

Ameaças?

As principais ameaças devem-se, primeiro: à destruição do seu habitat nos locais de reprodução, que são sobretudo convertidos em pastagens e à invasão de vegetação exótica. Depois, uma pressão cinegética excessiva e um calendário venatório muito longo, em ecossistemas frágeis como são as ilhas, podem também constituir uma séria ameaça à espécie.

Estatuto de conservação?

No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, a espécie está classificada como Vulnerável na ilha da Madeira e Informação Insuficiente no Arquipélago dos Açores. A nível Europeu surge com a categoria SPEC 3, tendo as populações europeias em geral registado um ligeiro declíneo nos últimos anos.

Sabia que?

Os olhos da Galinhola, desmesurados e colocados no alto do crâneo - dando-lhe um aspecto algo bizarro e sobrenatural - conferem-lhe uma visão periférica de 360º, muito útil não só para a sua defesa(permitindo-lhe ver toda a área que a rodeia sem mover a cabeça, evitando assim denuciar-se a possíveis predadores), como ainda para o seu voo cheio de obstáculos, entre a vegetação alta e densa onde evolui, permitindo-lhe que evite com precisão todo o género de acidentes e obstáculos.

Estatísticas básicas:

Comprimento/Envergadura: 33-38cm; 55-65cm
Peso: 300-400g
Postura: 4 ovos
Incubação: 20-23 diasCrescimento: nidífugas; primeiros voos aos 15-20 dias; emancipam-se às 5-6 semanas

Parabens Grande Carreiro

Boas,

Eh pá, era mesmo isto que a malta precisava. até que enfim, um sitio onde posso publicar os meus poucos conhecimentos cinegéticos.

Vou voltar com noticias mais sérias.

G. Furtado

domingo, 1 de julho de 2007

Caça de espera ás Galinholas !



Há alguns anos atráz este era o cenário possivel para um caçador de espera ás Galinholas, nos meses de Março e Abril, aquando do inicio da parada nupcial das Galinholas. Felizmente este tipo de caça, ja não é permitido, embora ainda seja praticado por uns poucos aficionados. Coisa de outros tempos !

Contribuidores

Lista das Espécies Cinegéticas dos Açores

  • A Codorniz
  • A Galinhola
  • A Narceja
  • A Perdiz Vermelha
  • O Coelho Bravo
  • O Pombo da Rocha
  • Os Patos

Podengo Português

Podengo Português
Homenagem ao melhor caçador de coelhos de sempre.